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Debates

Contra as mordomias políticas

Os debates políticos precisam ser difundidos – o tema da coluna de hoje é esse

Mais jovem parlamentar eleito na história de Manaus, Amom Mandel é ativista social, político, filantropo e escreve para o Em Tempo na coluna “Fogo no parquinho".

Era uma vez um político. Na campanha, foi radicalmente contra as mordomias. Depois de eleito, faltou entusiasmo pra voltar a tocar no assunto. Conhecido como João, filiado ao partido Sem Braço, ele esqueceu que, embora alguns temas sejam tabus históricos nos parlamentos, política se faz de fora pra dentro.

Do povo pras instituições. Os debates políticos precisam ser difundidos – o tema da coluna de hoje é esse. Leia o texto completo para entender melhor.

Em 2020, cerca de 22,5% dos eleitores deixaram de votar no segundo turno das eleições em Manaus. Esse número equivale a centenas de milhares de pessoas que estão simplesmente desiludidas com a política. Pra essa camada da população, muitas vezes “não adianta mais votar, pois provavelmente nada vai mudar”.

As pessoas que muitas vezes são contra, por exemplo, as mordomias políticas, sabem bem como manifestar sua insatisfação, mas esquecem de fazer isso nas urnas.

Vivemos numa democracia representativa. Nesse sistema, as manifestações populares e os votos dividem, lado a lado, o papel das duas ferramentas mais importantes para o controle social.

Há tempos tomam conta do país as notícias de atropelos nas votações no Congresso e nos parlamentos Brasil afora para benefício último dos próprios políticos, e não da população. Recentemente, com manifestações volumosas nas redes sociais, vimos mais um episódio do tipo.

Cumprindo com a responsabilidade a mim imposta para com a coluna de educação política, na coluna de hoje, termino com um pequeno apelo, um empurrãozinho para quem se manifestou: lembre sempre que há duas ferramentas principais para exercer a cidadania, e não apenas uma.

*Coluna “Fogo no parquinho” – Amom Mandel

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